arte de esquecer

"depois de tudo que nos fez a vida, meu deus/ essa teimosia de reviver/ com a mesma humildade agradecida / que sente a relva após a chuva./ agora,/ as lágrimas tornaram mais límpidos/ os teus olhos/ vês?/ não, não olhes a vida/ olha o mundo/ no mundo é sempre agora." Mário Quintana

novembro 26, 2007

há flores que devoram coração
há chuvas em que não escuto trovão
há dias em que ando sozinho
e não encontro a solidão.

novembro 21, 2007

Se for mesmo assim tão forte, então segura a minha vida. Fecha a minha ferida e promete nunca dizer adeus em tuas despedidas.

Hoje é o dia impossível. Os pássaros andam no asfalto e as pessoas podem voar pela superfície. Aproveita agora, muitos anos se foram para chegarmos até aqui.

Há algo de esquisito em meio a todas essas rosas sem perfume. O meu jardim é bem aqui, dentro de mim. Não arranque as folhas de minha planta preferida. Não maltrate a minha pequena Margarida.