arte de esquecer

"depois de tudo que nos fez a vida, meu deus/ essa teimosia de reviver/ com a mesma humildade agradecida / que sente a relva após a chuva./ agora,/ as lágrimas tornaram mais límpidos/ os teus olhos/ vês?/ não, não olhes a vida/ olha o mundo/ no mundo é sempre agora." Mário Quintana

fevereiro 14, 2007

Sem título

As gotas de chuva batem no chão. A música açoita o meu oprimido coração. A tristeza é um sentimento bem mais forte do que os meus braços cansados.

A cabeça pesa para baixo e os olhos grudam no chão. É a gravidade. Eu não sei até quando iremos destruir infinitas vidas em busca de um pouco de alegria. Eu queria não ter me envolvido. E o amor e a dor nunca teriam se conhecido.

Um dia tentei olhar para frente. É tão difícil erguer a cabeça, pois tenho que olhar para o chão e ver onde piso. E tudo ao mesmo tempo, eu não consigo.

Apenas eu percebo o significado do meu mundo quando é tarde demais. E às vezes realmente é tarde demais. E todos já estão dormindo a essa hora. Por isso fico sempre sozinho, com minhas letras e palavras.

Não adianta mudar o passado, porque outras coisas acabariam me entristecendo no final de uma tarde vermelha. E nunca irei descobrir o que perdi e ganhei em todas as outras vidas que evitei. Isso me deixa louco.

E eu sei que chorar não vai trazer a minha esperança de volta.